sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

O mito da caverna e o Rito Escocês Antigo e Aceito.

    Platão, filósofo grego estudado no Grau 32, apresentou na sua obra A República a alegoria da caverna (ou mito da caverna).
   Nessa alegoria, o filósofo propõe que imaginemos uma imensa caverna. Nessa caverna, pessoas estão totalmente acorrentadas, de costas para a entrada e de frente para uma grande parede, que é o fundo da gruta. 
As pessoas acorrentadas só conseguem ver as sombras na parede.
  Os acorrentados, nasceram e cresceram ali por seguidas gerações, vendo apenas sombras na parede, geradas por uma fogueira externa, que ilumina a parede da caverna e por objetos que passam entre a parede e a fogueira.
    Para os prisioneiros, as sombras na parede e os ecos das vozes externas são a sua realidade.
   Um prisioneiro consegue criar um instrumento que o liberta das correntes, e foge. Com dificuldade, alcança a saída da caverna. A intensa luz do sol, inicialmente, cega-o, depois faz seus olhos arderem e queimam sua pele. Seus músculos doem, devido aos novos movimentos.
Inicialmente, o contato com a realidade provocou dor e sofrimento. 
    Passado algum tempo, o fugitivo retorna à caverna para resgatar os demais e percebe que já não consegue se comunicar com eles. Suas experiências do mundo real soam como mentiras, descontentando os acorrentados, que julgando-o louco, passariam a maltratá-lo.
   À luz do Rito Escocês Antigo e Aceito, uma das possíveis interpretações é:
- o acorrentado que foge, é o espírito maçônico, que busca, incessantemente, formas para libertar-se;
- a caverna, é a escuridão oriunda da ignorância e da desinformação;
- as sombras na parede, são as "verdades" que nos são apresentadas, ou as que conseguimos entender;
- as correntes dos prisioneiros são: a preguiça, o conformismo, a superstição, o preconceito, a resignação;
- a fogueira, são as maneiras de produzir falsas realidades: a calúnia, a distorção da verdade;
- o Sol, é o esclarecimento, o pensamento livre, o Conhecimento.
   Clique no quadro abaixo, e assista uma outra representação do Mito da Caverna.

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Grande Constituição de 1786 (Privilégios dos Soberanos Grandes Inspetores)

    Dando continuidade ao estudo da Grande Constituição Escocesa de 1786.
   A Grande Constituição estabeleceu os seguintes privilégios maçônicos (o termo "privilégio" é utilizado pela própria Grande Constituição) para os Soberanos Grandes Inspetores (membros da alta Administração do Supremo Conselho) em reuniões maçônicas:
- o direito de entrar coberto (com chapéu na cabeça) em quaisquer Lojas, com exceção do Supremo Conselho;

O barrete, atualmente, é o "chapéu" maçônico
 de um Soberano Grande Inspetor.
- direito de permanecer sentado, enquanto fala em reuniões maçônicas;
- o direito de ser recebido com abóbada de aço à porta de qualquer Conselho de grau superior ao Grau 16 (Príncipe de Jerusalém);
A abóbada de aço é uma forma forma de recepção maçônica
usada para homenagear símbolos, autoridades e visitantes.
- o direito de tomar assento na cadeira do Presidente da sessão, se o mesmo não for um Grande Inspetor;
O direito de dirigir os trabalhos corresponde, em parte,
nos Graus Simbólicos, à entrega do malhete.
- o direito de sentar-se à direita dos Presidentes das sessões nas reuniões dos Grandes Conselhos dos Príncipes de Jerusalém, nas reuniões das Sublimes Lojas dos Perfeitos Maçons e nas Lojas Simbólicas.
Em geral, o presidente de uma sessão maçônica assume o assento central
do altar principal e as autoridades distribuem-se à sua direita e esquerda.
  A Grande Constituição de 1786 determinou, ainda, que os Soberanos Grandes Inspetores Gerais, ao comparecerem nas reuniões maçônicas, deveriam apresentar-se munidos dos atributos da sua condição maçônica.

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Personagens do Grau 32 (Peleg, ou Phaleg)


    O Grau 32 (Sublime Príncipe do Real Segredo) estuda o personagem Peleg (ou Phaleg, ou Phalegh, ou Pelegue) como chefe de uma das tendas do Grande Acampamento de maçons que Frederico II, rei da Prússia, pretendia montar para reconquistar para os cristãos, a Palestina e o Santo Sepulcro.
Peleg chefiaria os maçons dos Graus 9, 10, 11 e 12.
    Conforme consta no Livro do Gênesis, Phaleg, que significa divisão, era filho de Éber e na sua época a terra foi dividida (Gênesis 10:25). 
   Phalegh foi o mestre-arquiteto do rei Nimrod (ou Ninrode, ou Nemrode), rei considerado pela Bíblia o primeiro poderoso sobre a terra. Em razão disso, Phaleg assumiu a tarefa de dirigir e organizar para aquele rei, os trabalhos da construção da Torre de Babel que, conforme afirmam o historiador Flávio Josefo e os estudos do Grau 21 (Noaquita, ou Cavaleiro Prussiano), tinha a finalidade de proteger o povo do risco de um novo Dilúvio. 
A construção da torre, colocou em duvida a aliança feita entre Noé e 
Javé (o Deus dos hebreus), sobre a ocorrência de um novo Dilúvio.
   O Grau 21 (Noaquita, ou Cavaleiro Prussiano) também estuda esse personagem. O nome desse grau (Noaquita, ou Cavaleiro Prussiano) ressalta dois aspectos  importantes relacionados a Peleg: 
- o primeiro aspecto é sua origem noaquita (ou noachita), pois Peleg pertence à quinta geração da descendência de Noé (noaquitas são os descendentes de Noé); 
- o segundo aspecto refere-se ao fato de Peleg, após abandonar a direção do trabalhos da Torre de Babel, ter se dirigido para a região da Prússia, na Alemanha, e lá ter construído para si uma moradia triangular, onde viveu em arrependimento, por duvidar da aliança com Javé. 
  Conforme os estudos do Grau 21, a edificação de Phaleg foi escavada e encontrada no ano de 553 antes de Cristo.
   Alguns estudiosos maçons, como o francês JEAN BAPTISTE WILLERMOZ, entendem que, ao invés do Templo de Salomão, a construção da Torre de Babel é a verdadeira origem da Maçonaria. Daí destacarem a importância do Mestre Arquiteto Phaleg. Essa tendência de pensamento pertence à chamada Maçonaria Noaquita, a qual conclui que Nimrod, e não Salomão, foi o primeiro patrocinador da Maçonaria Operativa.

   Click no link abaixo para assistir um filme que exemplifica a lenda da Torre de Babel.

domingo, 22 de dezembro de 2013

Grande Constituição Escocesa de 1786 (Artigos XV a XVIII)

    Dando continuidade ao estudo da Grande Constituição Escocesa de 1786. (Para ver os estudos anteriores desta Grande Constituição, acesse através dos links abaixo)
Link 1 => Artigos I a IV        Link 2 => Artigos V e VI 
Link 3 => Artigos VII a IX     Link 4 => Artigos X a XII  
Link 5 => Artigos XIII e XIV  Link 6 => Artigos XV a XVIII
    O Artigo XV determinou que as reuniões do Supremo Conselho deveriam ocorrer, no mínimo, trimestralmente. Determinava ainda a realização obrigatória de duas sessões solenes por ano:
- a primeira, no dia primeiro de outubro, em homenagem retomada, em 1530, pela Ordem dos Hospitalários (posteriormente chamada de Ordem de Malta) da ilha de Malta, um importante ponto estratégico no Mar Mediterrâneo na guerra contra os mouros (árabes);
A ilha de Malta é um dos pontos da Europa mais centrais do Mar Mediterrâneo
e serviu de ponto estratégico na defesa contra os árabes.
- a segunda, no dia 27 de dezembro, em honra a São João, o Evangelista, escritor do Livro do Apocalipse e discípulo de Jesus.
   O Artigo XVI fixou o valor de dois luíses de ouro (ou louis d'or) como pagamento, pelos maçons do Grau 33, para a obtenção de seus títulos e credenciais maçônicas. Estabeleceu também as características dos selos dos Supremos Conselhos.

O luís de ouro foi a moeda francesa
que circulou entre os anos de 1640 e 1793.

     O Artigo XVII estabeleceu que os maçons do Grau 33 não possuiriam quaisquer poderes individuais nos países em que já houvesse um Supremo Conselho, excetuando nos casos de autorizações especialmente concedidas para esses fins.
    O Artigo XIII era o último artigo da Grande Constituição de 1786, e estabeleceu que os valores arrecadados nas iniciações aos graus superiores ao Grau 16 (Príncipe de Jerusalém) seriam recolhidos aos fundos dos Supremos Conselhos.

sábado, 21 de dezembro de 2013

Significado da cripta no Rito Escocês Antigo e Aceito.

     Uma importante parte dos estudos do Grau 32 (Sublime Príncipe do Real Segredo) ocorre no interior de uma cripta.
    As criptas são construções subterrâneas, ou mesmo cavernas, e possuíram diversos significados ao longo da História.
    No Cristianismo, as criptas são tradicionalmente usadas para a guarda de relíquias (objetos religiosos sagrados) ou como local para o sepultamento de santos e papas, sendo construídas no subterrâneo de igrejas ou catedrais.
A sepultura do Papa JOÃO PAULO II está localizada numa cripta sob o
Vaticano e é um dos mais recentes locais de peregrinação do Catolicismo.

  No Antigo Egito, os faraós e seus pertences eram sepultados em criptas no interior das pirâmides, especialmente construídas com essa finalidade.
As pirâmides egípcias tinham, em geral, a função mortuária.
   Na Mitologia Grega, as criptas eram os locais que ligavam o mundos inferiores (mundo dos mortos) à superfície (mundo dos vivos), tal como narrado no mito de Orfeu, no mito da deusa Ceres e no de Héracles (Hércules).
Orfeu desceu ao mundo dos mortos (Hades) para resgatar sua amada Eurídice.
  Na Antiga Roma, as criptas, ou catacumbas, eram utilizadas como locais para o sepultamento secreto dos primeiros cristãos romanos.
   Ainda no Cristianismo Primitivo, as criptas, ou cavernas, eram os locais para onde se retiravam os monges eremitas cristãos, como Santo Antão, chamado “o pai dos monges”, e Paulo, o Ermitão, a fim de se afastarem dos pecados do mundo.
    Na Maçonaria Simbólica (do Grau 1 ao Grau 3), a principal referência à cripta está associada a um local subterrâneo, destinado à prática da meditação e do silêncio, a Câmara das Reflexões.
    A cripta estudada no Grau 32 (Sublime Príncipe do Real Segredo) é um local secreto, afastado do mundo profano e altamente consagrado. Nesse local, estão reunidos os Grandes Filósofos da Humanidade, reverenciados pelo Rito Escocês Antigo e Aceito (Zoroastro, Buda, Confúcio, Moisés, Hermes Trimegisto, Platão, Jesus de Nazaré e Maomé).
Algumas reuniões solenes dos Cavaleiros de Malta
eram realizadas em criptas.

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Sessão do dia 16 de dezembro de 2013.

     O Consistório Nº 1 realizou, na noite de 16 de dezembro de 2013, sua última sessão do ano de 2013. Nessa ocasião, foi ministrada pelo Comandante-em-Chefe MILTON ANTÔNIO GRAÇA DO SACRAMENTO, a instrução sobre a estrutura e a organização do Supremo Conselho do Brasil do Grau 33 para o Rito Escocês Antigo e Aceito.
A relação do Santo Império com Órgãos e Corpos Subordinados
foi um dos pontos principais da instrução.
  A instrução teve como base: o Estatuto do Supremo Conselho do Brasil do Grau 33 para o Rito Escocês Antigo e Aceito e o Regulamento Geral para os Órgãos e Corpos subordinados.
O Estatuto e o Regulamento Geral podem ser adquiridos
na loja localizada na Sede Supremo Conselho.
    A sessão contou com a presença do Grande Inspetor Geral e Membro Efetivo do nosso Supremo Conselho GILSON DA SILVA MONTEIRO.
   Na oportunidade, a Administração, através das palavras do Comandante-em-Chefe, agradeceu o apoio no ano de 2013 dos maçons membros do Consistório Nº 1 e manifestou os desejos de um Feliz Natal e um Próspero Ano Novo.
Antes do início da sessão foi feita a foto alusiva à despedida dos trabalhos de 2013.

    Ao final, o Comandante-em-Chefe convocou os membros daquele Alto Corpo Maçônico a continuarem firmes nos seus estudos sobre o Rito Escocês Antigo e Aceito.

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Retorno do Consistório Nº 1 às atividades em 2014.



     A Administração do Consistório Nº 1 comunica o seguinte:
     1º ) a próxima sessão ritualística ocorrerá às 18:00 horas, do dia 17 de fevereiro de 2014, e será uma instrução do Grau 31 (Grande Inspetor Inquisidor Comendador).
Clique aqui para saber mais => Calendário para 2014

    2º) as reuniões administrativas voltam a ocorrer a partir do dia 06 de fevereiro de 2014 (primeira quinta-feira de fevereiro), sempre às quintas-feiras, das 15:00 horas às 17:00 horas, na sala da Administração do Consistório Nº 1, localizada no  Campo de São Cristóvão nº 114 - Bairro de São Cristóvão - Rio de Janeiro - RJ.
Clique aqui para saber mais => Reuniões Administrativas

sábado, 14 de dezembro de 2013

Indicação de filme (Mitologia Grega - Documentário)

   Nos estudos maçônicos do Rito Escocês Antigo e Aceito são encontradas referências a diversos deuses da Grécia Antiga, tais como: Zeus (rei do deuses) e Têmis (deusa da Justiça) no Grau 31, o polivalente Hermes (deus da oratória, do comércio e mensageiro dos deuses) no Grau 32, bem como de personagens como Hércules, Minerva e Vênus, nos Graus Simbólicos (Graus 1, 2 e 3).
Os deuses Zeus e Têmis são estudados no Grau 31.
  O estudo da Mitologia Grega oferece ao maçom subsídios para o entendimento de importantes princípios da Filosofia, da Estética e da Justiça na Maçonaria.
  Clique no link abaixo para assistir um completo documentário sobre os deuses da Grécia Antiga.

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Reiteração da convocação da sessão de 16.12.2013.


       A Administração do Consistório Nº 1 reitera a convocação aos Irmãos do Graus 31 (Grande Inspetor Inquisidor Comendador), Grau 32 (Sublime Príncipe do Real Segredo) e Grau 33 (Grande Inspetor Geral), regulares com o Supremo Conselho do Brasil do Grau 33 para o Rito Escocês Antigo e Aceito, pertencentes ao nosso quadro de obreiros, para comparecerem na Sessão de Instrução do Grau 31, que será realizada às 18:00 horas do dia 16 de dezembro de 2013, no templo situado no Campo de São Cristóvão, nº 114, bairro de São Cristóvão, Rio de Janeiro. 
      A instrução será ministrada pelo Comandante-em-Chefe do Consistório Nº 1 e o tema será: A estrutura e a organização do Supremo Conselho do Brasil do Grau 33 para o Rito Escocês Antigo e Aceito.

O Estatuto do Supremo Conselho
 e o Regulamento Geral para o Órgãos e Corpos Subordinados
serão as referências de bibliografia para a palestra.

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Assuntos do Grau 32 (Jesus de Nazaré e o pelicano)

    Jesus de Nazaré, personagem do Grau 32 (Sublime Príncipe do Real Segredo), segundo algumas tradições, é chamado O Bom Pelicano, ou O Divino Pelicano. Este título faz referência à mitologia de dor e sacrifício que está associada a essa ave.
  No Salmo 102 do Antigo Testamento, por exemplo, o autor fala da sua dor e da tristeza que vive, chegando comparar sua vida ao sofrimento de um pelicano no deserto.
    Uma antiga lenda dos francos conta que, enquanto voava em busca de alimento para sua prole, uma cobra atacou o ninho do pelicano, dilacerando os filhotes. Ao retornar ao ninho e ver o que havia ocorrido, o pelicano começou a chorar. Tal desespero o atacou, que rasgou seu próprio peito (simbolicamente, o coração) com o bico, desejando juntar-se aos filhos na morte.
    O sangue que jorrou do ferimento molhou todos os filhotes mortos. Contudo, seu sacrifício não foi em vão, pois um pouco antes de morrer, o pelicano percebeu que os filhotes por ele "lavados", estavam novamente vivos. Resgatados da morte pelo sacrifício do seu amor.
Maçonicamente, o pelicano deve ser representado
 alimentando 3, 5 ou 7 filhotes.

    No âmbito do Cristianismo, a lenda faz uma referência ao sacrifício de Jesus de Nazaré na crucificação (paixão de Cristo) em favor da Humanidade e, no campo místico, refere-se à prática da Eucaristia, momento em que é celebrada a morte e a ressurreição de Cristo.
    No âmbito do Rito Escocês Antigo e Aceito, o Grau 18 (Cavaleiro do Pelicano, ou Cavaleiro Rosacruz) estuda uma parte do misticismo cristão relacionada ao sacrifício do Cristo na cruz. A elevação a esse grau ocorre tradicionalmente em cerimônias chamadas Conclaves, realizadas na Semana Santa.

Na Maçonaria, os símbolos da rosa (amor) e da cruz (sacrifício)
se unem dando significado ao Grau 18 (Cavaleiro Rosacruz).
     Maçonicamente, o significado do pelicano pode estar relacionado ao sacrifício ilimitado que deve ser oferecido  pelo iniciado em prol da Ordem Maçônica, da Justiça e da Verdade.
    Como ilustração, clique na imagem abaixo para visualizar a forma como o pelicano alimenta seus filhotes.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Grande Constituição Escocesa de 1786 (Artigos XIII e XIV)

     Dando continuidade ao estudo da Grande Constituição de 1786. (Para acessar os estudos dos artigos anteriores, acesse os links abaixo)
Link 1 => Artigos I a IV        Link 2 => Artigos V e VI
Link 3 => Artigos VII a IX      Link 4 => Artigos X a XII

     O Artigo XIII concedeu poderes aos Supremos Conselhos de designar um de seus membros efetivos para criar um Supremo Conselho em outro país, desde que obedecesse a regra de conferir o Grau 33 a apenas um maçom, e esse estaria autorizado a conferir o Grau 33 a outro maçom. Esses dois maçons do Grau 33 poderiam conceder o Grau 33 a um terceiro maçom. As demais admissões ao Grau 33 seriam feitas por votação verbal.
    O mesmo artigo dispõe que só seria fornecido o ritual do Grau 33 aos dois primeiros Oficiais de cada Grande Consistório ou a maçom designado a um país distante para estabelecer um Grande Consistório.
    O Artigo XIV estabeleceu que os cortejo formados pelos Supremos Conselho seria sempre precedido do Grande Porta Estandarte.
   A título de exemplo, click no clipe abaixo para assistir um antigo cortejo maçônico com a participação de um Porta Estandarte.

Lançamento da pedra fundamental de uma 
Loja Maçônica na Inglaterra, em 1932.

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Personagens do Grau 31 (Rei Ruperto, o breve)

  Os estudos do Grau 31 (Grande Inspetor Inquisidor Comendador) ensinam que o rei Ruperto III (ou Ruperto, o breve; ou Ruperto do Palatinado; ou Ruprecht III; ou Ruperto da Germânia) concedeu status oficial ao Tribunal da Santa Vehme no ano de 1404. (Sobre o Tribunal da Santa Vehme, acesse o link => ESTUDO SOBRE O TRIBUNAL DA SANTA VEHME)
    Ruperto III era uma das sete autoridades germânicas que  formavam o colegiado que elegia o Imperador do Sacro Império Romano Germânico, por isso tinha o título de príncipe-eleitor (ou eleitor).
   Ruprecht III, entre os anos de 1400 e 1410, foi príncipe-eleitor do Palatinado da Renânia (ou simplesmente Palatinado), que incluía a região alemã da Renânia e as cidades de Heidelberge e Mannheim.

   O rei Ruperto recebeu o título de "o Breve" em razão da sua curtíssima vida, pois nasceu no ano de 1392 e faleceu no ano de 1410.

O rei Ruperto III
faleceu com a idade de 18 anos.

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Personagens do Grau 31 (Ammut, o devorador)


  No Grau 31 (Grande Inspetor Inquisidor Comendador) é estudado o Tribunal de Osíris. Esse Tribunal é um colegiado de divindades egípcias presidido por Osíris (Usir, ou Ausar), deus da vegetação e da vida no Além. (Sobre o Tribunal de Osíris, acesse o link => ESTUDO SOBRE O TRIBUNAL DE OSÍRIS)
    Conforme a Antiga Religião Egípcia, após a morte, a alma do defunto era conduzida ao Tribunal de Usir (Osíris) e julgado conforme as antigas tradições.
Tradicionalmente, Osíris é representado sentado em seu trono,
tendo às suas costas as deusas e irmãs Néftis e Ísis. 
   No decorrer do julgamento, o coração do morto era pesado e seu atos durante a vida eram analisados. Caso o morto fosse condenado, tornava-se um renegado e sua alma e seu coração eram devorados pelo deus Ammut (Ammit, Amut ou Ahemait).
    Ammit era representado como um híbrido de: hipopótamo (parte traseira), leão (o corpo) e crocodilo (a cabeça).

      Esse personagem era retratado em antigas gravuras ocupando um lugar na Sala das Duas Verdades (Salão do Julgamento), próximo à balança que pesava o coração do morto.
Ammut acompanha o resultado da pesagem do coração do morto.
As anotações são feitas pelo deus Toth.
  O deus Ammut simbolizava para os antigos egípcios a condenação eterna aplicada pela justiça divina. Com a devoração da alma, o condenado deixava definitivamente de existir.
Ammit devorava o corpo e alma do condenado.
     Ammit era um deus terrível, inspirador do mais profundo terror e, por isso, era idealizado como uma mistura dos animais considerados os mais perigosos por aquele povo.
    Filosoficamente, a missão de Ammut significa a aplicação implacável da pena divina, após o julgamento dos atos em vida.

domingo, 8 de dezembro de 2013

Grande Constituição Escocesa de 1786 (Artigos X a XII)

   Dando continuidade ao estudo da Grande Constituição de 1786.
   O Artigo X estabeleceu que os Grande Inspetores do Rito estavam vedados de concederem certificados ou quaisquer graus, a partir do Grau 30 (Cavaleiro Kadosch).
  O Artigo XI definiu que o Grau 30 (Cavaleiro Kadosch) e o Grau 32 (Sublime Príncipe do Real Segredo) só poderiam ser concedidos mediante a presença de pelo menos três membros efetivos do Supremo Conselho.
O Grau 30 (Cavaleiro Kadosch) é o mais elevado estudado no Conselhos Filosóficos de Kadosch.
O Grau 32 (Sublime Príncipe do Real Segredo) é o mais elevado estudado nos Consistórios. 
   Os Artigos X e XI deixam evidentes as intenções da Grande Constituição de 1786 de controlar a concessão dos últimos graus do Rito Escocês Antigo e Aceito, impondo regras mais rígidas para as elevações aos graus, visando organizar o Rito recém-criado.
  O Artigo XII estabeleceu que os Supremos Conselhos doravante assumiam os poderes maçônicos antes pertencentes a Frederico II, rei da Prússia.
Frederico II é considerado o primeiro
Soberano Grande Comendador
do Rito escocês Antigo e Aceito.
  Esse artigo organiza cada Supremo Conselho como uma potência maçônica de caráter monárquico, com poderes centralizados e soberanos
   Num Supremo Conselho não há a divisão entre os poderes Executivo, Legislativo e Judiciários, como ocorre no Grande Oriente do Brasil (GOB), por exemplo.

sábado, 7 de dezembro de 2013

Personagens do Grau 32 (Confúcio - Documentário)

    O filósofo, educador e administrador Confúcio (Mestre Kong, ou K'ung-fu-tzu), é um personagem estudado no Grau 32 (Sublime Príncipe do Real Segredo).
   Clique no link abaixo e assista um completo documentário sobre esse importante pensador chinês:


Mestre Kong pregava a tese da Gerontocracia
(O Governo deve ser exercido pelos mais velhos ou anciãos).

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

As Cruzadas e o Rito Escocês Antigo e Aceito

    Na Idade Média, a expansão do Império Muçulmano pelo norte da África e por parte da Europa e da Ásia tirou a estabilidade de diversas regiões que estavam se consolidando politicamente após a queda do Império Romano.
  Contudo, o fato importante para este estudo foi o crescimento do Império Islâmico Seljúcida, o qual durou pouco mais de 150 anos.
   Esse povo nômade vinha da Ásia Central e suas invasões atingiram: Turquia, Iraque, Pérsia, Uzbequistão e a Terra Santa (Palestina). Não fosse pela sua dominação na Palestina, o Império Seljúcida teria pouca importância para a História Ocidental.
Os guerreiros seljúcidas uniam as técnicas dos arqueiros com as dos cavaleiros, sobrepujando as técnicas de cavalaria tradicionais. 
   Os turcos seljúcidas era um povo profundamente religioso e tiveram sérios conflitos com os cristãos na Palestina conquistada. Esse fato foi um importante desencadeador dos movimentos das Cruzadas na Terra Santa.
  O marco histórico para o início das Cruzadas foi a convocação feita aos cristãos pelo Papa URBANO II para partirem em peregrinação para libertarem Jerusalém e a Palestina do domínio muçulmano.
Os peregrinos das Cruzadas, de um modo geral, atravessavam a Europa e tinham como destino a Terra Santa e os lugares sagrados do Cristianismo. 

   Para auxiliar os peregrinos, o papado criou milícias religiosas para realização das ações hospitalares, como a Ordem do Hospitalários (Ordem de Malta) e a Ordem Teutônica (Ordem dos Cavaleiros Teutônicos). Esses grupos atuavam acolhendo e tratando os peregrinos atingidos pelos combates ou atacados pelos islâmicos.
A função inicial dos Cavaleiros de Malta e dos Teutônicos era o atendimento hospitalar.
   Foram também criadas ordens com o objetivo puramente militar, como a Ordem dos Cavaleiros Templários, os quais, além de combaterem os muçulmanos, faziam a proteção dos nobres europeus que se dirigiam para a guerra, realizavam a escolta de riquezas e relíquias religiosas.

Link do áudio sobre os Cavaleiros Templários => A Ordem dos Templários

   Ao final, todas as ordens militares passaram a dedicar-se às ações militares.
   As ordens militares ainda hoje influenciam fortemente a doutrina, a filosofia e a ritualística do Altos Graus (Grau 4 ao Grau 33) do Rito Escocês Antigo e Aceito.
Comparação entre Templário (esquerda) e Hospitalário (direita).

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Dados sobre o Supremo Conselho.

SUPREMO CONSELHO DO BRASIL DO GRAU 33
PARA O RITO ESCOCÊS ANTIGO E ACEITO
Fundado  em 12 de novembro de 1832
por FRANCISCO GÊ ACAIABA MONTEZUMA.
Sede própria: Paço de São Cristóvão.
Localizado no Campo de São Cristóvão nº 114, São Cristóvão
Rio de Janeiro - RJ - CEP 20.921-440
Site: www.ritoescoces.org.br
Telefones: (21)2580-4647/2580-8971/2589-4022/2589-8773

FRANCISCO GÊ ACAYABA MONTEZUMA, fundador do nosso Supremo Conselho.

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Grande Constituição Escocesa de 1786 (Artigos VII a IX)

   Dando continuidade ao estudo da Grande Constituição de 1786. (Para acessar o início deste estudo, veja os links abaixo)

   O Artigo VII definiu que todos os Consistórios (ou Grandes Consistórios) ou mesmo Irmãos acima do Grau 16 (Príncipe de Jerusalém), podiam apelar para o Supremo Conselho e por ele serem ouvidos.
Brasão do Grau 16 (Príncipe de Jerusalém)
    Vale destacar que os Grandes Consistórios referidos no Artigo VII eram o mais Alto Corpo maçônico de cada país, existindo, inicialmente, apenas um Grande Consistório por país. 
  Esses Altos Corpos, que também eram chamados Soberanos Grandes Consistórios (ou Grandes Consistórios dos Príncipes do Real Segredo), eram compostos por Grandes Inspetores Gerais.
   No Brasil, apenas o Mui Poderoso Consistório de Príncipes do Real Segredo Nº 1 possuiu o título de Soberano Grande Consistório (veja o link ==> HISTÓRICO DO CONSISTÓRIO Nº 1).
   O Artigo VIII estabeleceu que os Grandes Consistórios deveriam eleger um presidente entre seus membros e que seus atos teriam validade apenas com aval do Supremo Conselho.
  No Artigo IX, a Grande Constituição definiu que um Inspetor Geral, em visita a outro país, só poderia fazer uso de suas prerrogativas com a autorização do Supremo Conselho local.

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

A expansão medieval muçulmana e o Rito Escocês Antigo e Aceito

      A Península Arábica (ou Arábia) é uma vasta extensão de terras que liga a África à Asia, e que possui clima predominantemente desértico. Esta característica proporcionou a característica nômade à grande maioria dos antigos povos árabes, visto que era sempre necessário estarem buscando novas fontes de alimentos e pastos.
   Através da pregação do Islamismo, o profeta Maomé uniu inúmeras tribos nômades da Península Arábica, tal como os beduínos, até então espalhadas e politeístas.
   Após a morte do Profeta, no ano 632 da Era Cristã, seus sucessores (os califas) deram prosseguimento à expansão muçulmana, que durou até o século VIII da Era Cristã. O Império Islâmico resultante da expansão perdurou do século VII ao século XII.

O Império Islâmico dominou a Terra Santa, a Pérsia,
 o norte da África,  Espanha e Portugal.

      A formação do Império Islâmico e a posterior dominação da Terra Santa (Palestina) pelos turcos seldjúcidas (muçulmanos oriundos da Turquia e da Pérsia), teve como uma das consequências, a reação dos cristãos ocidentais, através de campanhas militares (as Cruzadas), que partiram da Europa com destino à Terra Santa e à Jerusalém, entre os séculos XI e XIV, com o objetivo de conquistar aquela região.
   Um dos importantes resultados da reação cristã foi a criação pelos papas das Ordens Militares (ou Ordenações Militares, ou Ordens Religiosas Militares).
As ordens militares, geralmente, possuíam regras próprias e eram dirigidas
 por um Grão-Mestre, eleito entre seus cavaleiros.
    Com o fim dos conflitos na Terra Santa, algumas Ordens Militares assumiram características de ordens iniciáticas, outras passaram a ser ordens honoríficas etc.
     A Ordem dos Cavaleiros Templários foi uma ordem militar criada naquele período e que influenciou a criação de diversos graus do Rito Escocês Antigo e Aceito, como por exemplo:
Grau 13 - Cavaleiro do Real Arco,
Grau 14 - Grande Eleito, ou Perfeito e Sublime Maçom,
Grau 21 - Noaquita (Noachita), ou Cavaleiro Prussiano,
Grau 26 - Escocês Trinitário,
Grau 29 - Patriarca das Cruzadas,
Grau 30 - Cavaleiro Kadosch.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Obras de arte na Câmara do Consistório Nº 1 - Parte 4 (Confúcio)

    Dando continuidade às postagens sobre as obras de arte existentes no interior da Câmara Filosófica do Consistório Nº 1, será apontada a pintura de um dos principais filósofos da China. Seus ensinamentos marcam até hoje o pensamento daquela grande república. 

O símbolo da água e o
Ying-Yang são dois dos
principais símbolos do Confucionismo.
     A obra destacada é relativa ao filósofo, professor e administrador chinês Confúcio, que viveu entre os séculos V e VI antes da Era Cristã, e foi o principal autor de um compêndio, com mais de vinte livros, chamado de Analectos (ou Diálogos) de Confúcio,  que abrangia temas como: moral, governo e educação.

  A obra existente na Câmara do Consistório trata-se de um quadro pintado em óleo sobre tela pelo pintor maçom FERNANDO GOMES, o qual é um dos principais colaboradores da pinacoteca do nosso Supremo Conselho.
Confúcio foi o grande defensor da Ética da Reciprocidade:
"Não faças aos outros o que não queres que façam a ti."

domingo, 1 de dezembro de 2013

Indicação de literatura (A Bíblia Sagrada)

   A Bíblia Sagrada (para os maçons: o Livro da Lei) é a principal coleção de textos sagrados do Cristianismo. Essa coleção está dividida em duas partes: o Antigo Testamento (Bíblia Hebraica, Escrituras Hebraicas ou Antiga Aliança) e o Novo Testamento (Nova Aliança).

As Escrituras Hebraicas eram inicialmente confeccionadas pelos escribas
em rolos de pergaminhos feitos com peles de animais.
   O Antigo Testamento, que foi escrito em hebraico e aramaico, é o conjunto de livros bíblicos anteriores aos Evangelhos. Refere-se, em grande parte, à história, à filosofia e à cultura do antigo povo de Israel, cuja saga tem início com o seu primeiro filho (Adão).
   O Novo Testamento, que foi todo escrito em grego, é o conjunto do livros bíblicos posteriores à morte de Jesus Cristo e está dirigido exclusivamente aos cristãos.
   O Novo Testamento tem como temática central a pessoa Jesus Cristo, suas doutrinas e as histórias sobre sua vida (Evangelhos).
Didaticamente, o livros bíblicos podem ser organizados da seguinte forma.
   Quando, no ano 70 da Era Cristã, os hebreus foram expulsos  de seu territórios pelos romanos e espalhados para várias regiões da Ásia e da Europa (Segunda Diáspora Judaica), viram a necessidade de traduzirem o Antigo Testamento para a língua universal daquela época: o grego. Nessa tradução foram acrescentados alguns livros ao Antigo Testamento que não constavam na Bíblia Hebraica (Livros Deuterocanônicos). Essa é a única diferença entre a Bíblia Católica (com os acréscimos) e a Bíblia Protestante (sem os acréscimos), pois o Novo Testamento é igual nas versões católica e protestante do Livro da Lei.
   A leitura do Livro da Lei, especialmente as Escrituras Hebraicas, possibilita ao maçom entender o conteúdo das doutrinas dos Graus Simbólicos (do Grau 1 ao Grau 3), dos Graus Inefáveis (do Grau 4 ao Grau 14), dos Graus Capitulares (do Grau 15 ao Grau 18) e dos Graus Filosóficos (do Grau 19 ao Grau 30).
  Analisar o Antigo Testamento permitirá, entre outros aspectos, facilitar o entendimento sobre:
- a construção e a organização dos trabalhos no Templo do Rei Salomão, em Jerusalém (Graus Simbólicos e Graus Inefáveis);
- a organização, o funcionamento e a decoração do Tabernáculo Hebreu (Graus Inefáveis);
- as relações do povo hebreu com Nabudonozor e com Ciro, rei da Pérsia (Graus Capitulares e Graus Filosóficos);
- a organização jurídica e militar do povo hebreu (Graus Inefáveis).
- a vinda da Jerusalém Celestial (Graus Filosóficos).
O cativeiro hebreu, Hiram Abbiff, o Templo de Salomão,  a Jerusalém Celestial e o Tabernáculo são elementos bíblicos estudados no Rito Escocês Antigo e Aceito.
   Click no link abaixo e assista um documentário da BBC sobre a História da Bíblia: