sábado, 15 de março de 2014

Personagens do Grau 32 (Zorobabel)


     Conforme a Bíblia, Zorobabel (ou Zerubbabel) era um judeu nascido na Babilônia que, em razão da sua condição como descendente do rei Davi, pleiteou ser o governante do trono de Judá. 
    Nas genealogias apresentadas nos Livros de Mateus e de Lucas, Zerubbabel é apresentado como ancestral de Jesus Cristo, através da linhagem do rei Davi.
   Zorobabel foi designado pelo Imperador da Pérsia como Governador da Judéia e atuou sob a proteção de Tatenai, o governador militar da região, e com o apoio de  Josué, o sumo-sacerdote hebreu.
A atual Palestina, às margens do Mar Mediterrâneo, 
foi uma das últimas regiões conquistadas por Ciro, o Grande. 
     No Rito Escocês Antigo e Aceito, Zorobabel é a figura central na lenda do Grau 15 (Cavaleiro do Oriente, ou Cavaleiro da Espada).
      Conforme a tradição maçônica,  Zorobabel nasceu no exílio, durante o Cativeiro Babilônico, e apelou a Ciro II (ou Ciro, o Grande), rei da Pérsia, pela libertação do povo hebreu, bem como pelo retorno do seu povo à Jerusalém, a fim de poderem reconstruir o Templo de Salomão, destruído durante a invasão pelos guerreiros babilônicos.
A tradição relata que Zorobabel pleiteou a 
libertação na condição de escravo.
    De acordo com a narrativa, após derrotados, os hebreus foram feitos prisioneiros, retirados da suas terras e levados como escravos para a Babilônia, por ordem do rei Nabucodonozor II. Esse exílio durou setenta anos.
     O rei Ciro II, após derrotar e conquistar a Babilônia, em 539 a.C., autorizou o retorno dos hebreus às suas terras e designou Zorobabel como governador na Judeia, sob o título de Tharsata, concedendo-lhe a espada e o anel que simbolizavam sua autoridade.
cativeiro hebreu
No Livro dos Salmos encontram-se diversos relatos  sobre 
a expulsão dos hebreus da Judeia e o seu cativeiro na Babilônia.
     Zorobabel partiu da Pérsia, região a leste da Palestina, e rumou para a Judeia com seus cavaleiros, conduzindo um grupo de mais de 42.000 hebreus, esperançosos por retornarem à sua pátria.
   No trajeto em retorno à Judeia, a caravana de Zorobabel sofreu uma emboscada numa ponte sobre o rio Eufrates, na região de Gabara. Os agressores eram soldados babilônios, residentes na Samaria.
    A batalha foi vencida pelas tropas de Zorobabel e a dura travessia da ponte de Gabara assumiu o significado da difícil passagem da escravidão para a liberdade
   Zorobabel marcou a vitória em Gabara nas pilastras da ponte, com as letras: LDP (liberdade de passar).
    Após chegar em Jerusalém, como forma de priorizar a reconstrução do 2º Templo de Jerusalém, Zorobabel realizava as reuniões com seus conselheiros e auxiliares nas proximidades das ruínas do Templo.
templo de zorobabel
Durante a fase inicial da reconstrução do Templo, o
trabalho dos operários era o centro das atividades.
   Durante a reconstrução do Templo de Jerusalém, Zorobabel e os operários do Templo tiveram diversos confrontos com os samaritanos, os quais eram povos que já ocupavam a região quando do retorno dos hebreus.
  Por conta desses conflitos, durante as obras de reconstrução, os judeus passaram a trabalhar armados com espadas, além das ferramentas de construção.
   Diante das dificuldades provocadas pelos samaritanos, Zorobabel, na qualidade de Governador da Judeia,  apelou ao rei Dario I, sucessor de Ciro II, para que o apoiasse na luta contra os samaritanos.
A espada e a trolha (colher de pedreiro) tornaram-se 
os símbolos da dupla tarefa dos pedreiros do 
Templo de Zorobabel (construir e combater).
   A conclusão das obras de reconstrução dTemplo de Zorobabel (Segundo Templo de Jerusalém) ocorreu em 515 a.C..
   Após alguns séculos, o Templo de Jerusalém foi reconstruído pelo rei Herodes, durante o período da dominação romana. 
     O Terceiro Templo (ou Templo de Herodes) resistiu até o ano 70 d.C., quando foi destruído pelos próprios romanos.
     No Grau 32 (Sublime Príncipe do Real Segredo), Zorobabel é o chefe da divisão de guerra que reúne os maçons do Grau 15 (Cavaleiro do Oriente) e que faz parte do Grande Acampamento (link para => O Grande Acampamento) planejado pelo Frederico II, rei da Prússia.

6 comentários:

  1. Comandante-em-Chefe, Ir.'. Milton Antônio Graça do Sacramento, Consistório nº 1.
    Atrevo-me agora, fazer um breve comentário, pois diante dessa aula de conhecimento apresentada e também do brilhante comentário do Il.'. Ir.'. Sangenis, eu modestamente tentarei ponderar algum comentário.
    Considerando-se tudo o que foi dito, penso que o resultado dessas várias tentativas frustradas de se apoderar daquele local Santo converge para o fato de que aquela região é sabidamente, considerada o centro Cósmico Universal, e que Deus escolheu um povo para possuir e habitar aquela faixa de terra, esse é o povo judeu e portanto, por mais que se tente, as forças Cósmicas Universais estarão sempre convergindo para o povo escolhido de Deus, ou seja o povo que passou o rio Jordão. Como mostra a saga de Zorobabel, o seu povo, o povo Hebreu( Judeu), passou a ponte de Gabarra, ganhando a liberdade de passar, de pensar e de consciência. Assim sendo concluo o meu raciocínio convidando a todos para ler o livro da Revelação( Apocalípse ), contido no livro Santo, e refletir sobre os fatos vindouros sobre aquela região.
    Um Tríplice e Fraternal Abraço a todos.
    Ir.'. João Anselmo de Oliveira IME 076143- Grau 31 - Consistório nº 1.

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  2. Caro Irmão João Anselmo, agradecemos a análise histórica e a participação.
    Receba nosso tríplice abraço.

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  3. Joao Carlos Correa de Oliveira31 de julho de 2014 20:03

    Comandante-em-Chefe Ir.: Milton Sacramento, sugiro, respeitosamente, a leitura do livro Zorobabel A Reconstrucao do Templo, 2.livro da Trilogia do Templo, de autoria do falecido Ir.: Ze Rodrix, que aborda o assunto em mais de 500 paginas de forma artistica magnifica, com vocabulario culto. Joao Carlos IME 061772 grau 33.

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    1. Caro Irmão João Carlos, agradecemos tua participação.
      A sugestão de leitura proposta por você é ótima. Tivemos a oportunidade de também sugeri-la no mês de maio deste ano, através do link http://blogdoconsistorio1.blogspot.com.br/2014/05/ze-rodrix-zorobabel-reconstruindo-o-templo-trilogia-do-templo.html.
      Receba nosso tríplice abraço.

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  4. Este símbolo que está aí é o símbolo dos Graus Cripiticos do York

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    1. Exatamente. Em nada ele pode ser associado ao R.E.A.A
      Todavia, sendo eu um Cavaleiro de Malta do Rito de York, posso dizer que, as Lendas entre os ritos são muito semelhantes. Essa passagem do Grau 15 pode ser vista no Rito de York tanto num Capítulo de Maçons do real Arco quanto na Ilustre Ordem da Cruz Vermelha.
      Fiel e Sinceramente.

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