sábado, 30 de novembro de 2013

Revista O Consistório Edição Histórica Nº 3 (Distribuição gratuita)

   No corredor de acesso à Sala da Administração do Consistório Nº 1, encontram-se disponíveis gratuitamente e em número limitado, exemplares da Revista O Consistório, edição de número 3 (Edição histórica), ano 1996.
  Nesse exemplar são apresentados, entre outros, os seguintes artigos:
- Biografia do maestro e maçom ANTÔNIO CARLOS GOMES;
- As origens da Ordem Maçônica;
- As Cruzadas, a Ordem do Templo e o Templários;
- O Corvo, a pomba, águia bicéfala e fênix.

    A oferta das revistas têm o objetivo principal de agraciar o maçons que visitam a Sede do nosso Supremo Conselho em São Cristóvão, a Câmara Filosófica do Consistório Nº 1 e, especialmente, todos maçons do Grau 31 (Grande Inspetor Inquisidor Comendador), do Grau 32 (Sublime Príncipe do Real Segredo) e do Grau 33 (Grande Inspetor Geral).
O maestro maçom e paulista ANTÔNIO CARLOS GOMES
foi o mais importante compositor de ópera brasileiro.

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Convocação para a sessão de 16.12.2013

        A Administração do Consistório Nº 1 comunica aos maçons dos Graus 31, 32 e 33 e regulares com o Supremo Conselho do Brasil do Grau 33 para o Rito Escocês Antigo e Aceito que, às 18:00 horas do dia 16 de  dezembro de 2013, será realizada a sessão de instrução do Grau 31 (Grande Inspetor Inquisidor Comendador), na Câmara Filosófica do Consistório Nº 1, localizada no Complexo Arquitetônico do Supremo Conselho do Brasil do Grau 33 para Rito Escocês Antigo e Aceito, no Campo de São Cristóvão nº 114, bairro de São Cristóvão, Rio de Janeiro - RJ.
       Sendo assim, os maçons pertencentes ao quadro de obreiros do Consistório Nº 1 estão convocados para participarem da sessão.

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Palestra sobre: As origens da Maçonaria (Vídeo)


    Clique no link abaixo e assista a palestra sobre As origens da Maçonaria, proferida pelo maçom CARLOS BRASÍLIO CONTE.



   A apresentação percorre as origens históricas da Maçonaria, sua ligação com as antigas escolas iniciáticas do Egito, Mesopotâmia e Grécia.
  A narrativa aborda a Escola de Pitágoras, na Grécia, e como ela possuía ensinamentos, graus e sinais de reconhecimento, além das provas e requisitos para a admissão.
   A seguir, é estudada a empreitada do Rei Salomão, na construção do Templo Sagrado, em Jerusalém, bem como a sua posterior reconstrução (Segundo Templo de Jerusalém), por Zorobabel
  A palestra analisa também a construção do Templo de Herodes (Terceiro Templo de Jerusalém) pelos romanos, usando o seu Collegium Fabrorum, que se mantem em parte preservado até hoje (Muro das Lamentações).

  Carlos Conte explica a formação das guildas de trabalhadores na Idade Média, com seus pedreiros livres (maçons operativos). 
   Por fim, o palestrante trata da formação, em Londres, da primeira potência maçônica, formada por quatro lojas, no dia 24 de junho de 1717, dia de São João, padroeiro da Maçonaria.

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Grande Constituição Escocesa de 1786 (Artigos V e VI)

   Dando continuidade ao estudo da Grande Constituição Escocesa de 1786. (Se necessário, acesse a primeira parte do estudo através do link => Constituição de 1786 - Parte 1).
   O Artigo V estabeleceu que cada Supremo Conselho seria composto por nove maçons Grandes Inspetores Gerais (Grau 33), fixando que cinco deveriam ser cristãos.
  Nesse artigo é definido também que, estando presentes o Soberano Grande Comendador e o Lugar Tenente Comendador, bastará mais um membro para que a reunião do Supremo Conselho funcione plenamente.
   Por fim, esse Artigo estabelece que somente pode haver um Supremo Conselho do Grau 33 em cada país, excetuando os Estados Unidos, ao qual foi autorizado sediar dois Supremos Conselhos.
As sedes dos Supremos Conselhos dos EUA localizam-se ambos na costa leste. Nos estados de Massachusetts (S.C. Jur. Norte) e Virgínia (S.C. Jur. Sul).

   O Artigo VI definiu que o poder de um Supremo Conselho estendia-se do Grau 17 (Cavaleiro do Oriente e do Ocidente) ao Grau 33 (Grande Inspetor Geral) e estabeleceu que as Lojas de Perfeição devem receber os maçons do Grau 33 com as devidas honras.
Brasão do Grau 17
 Cavaleiro do Oriente e do Ocidente

terça-feira, 26 de novembro de 2013

A águia bicéfala e seus significados.

    A águia de duas cabeças (águia bicéfala) é um importante símbolo dos Altos Graus do Rito Escocês Antigo e Aceito. Sua figura faz parte dos brasões do Grau 30 (Cavaleiro Kadosch), Grau 32 (Sublime Príncipe do Real Segredo) e Grau 33 (Inspetor Geral do Rito).
águia de lagash

   Além de estar presente nos brasões desses importantes graus, a águia bicéfala é a peça central do estandarte do Rito Escocês Antigo e Aceito.
   A primeira referência histórica sobre a águia de duas cabeças é a do pássaro encontrado num antigo brasão da cidade de Lagash, na região da Suméria, atual Iraque, que existiu, possivelmente, há mais de quatro mil anos.
   Posteriormente, encontramos a águia de duas cabeças como símbolo em estandartes, brasões ou bandeiras: no Império Bizantino, no Sacro Império Romano Germânico, no Império Russo (a partir do século XV) e nos emblemas da Sérvia, Montenegro e Toledo, entre outros povos.
águia de lagash
   De acordo com o livro História do Supremo Conselho do Grau 33 do Brasil, do escritor e pesquisador maçom KURT PROEBER: "a origem da Águia Bicéfala como emblema dos Supremos Conselhos, surgiu pela primeira vez na França em 1759 e foi usada pelo Conselho dos Imperadores do Oriente e do Ocidente".
   O simbolismo da águia bicéfala é variado, contudo sua apresentação descrita no Apêndice da Grande Constituição Escocesa de 1786, nos permite interpretar o seu significado. O Artigo I dessa Grande Constituição estabelece que no centro do estandarte do Supremo Conselho haverá uma águia com duas cabeças, com asas abertas pretas, bicos e pés de ouro, segurando nas garras uma espada antiga, feita de ouro, da qual está pendente uma fita com as palavras DEUS MEUMQUE JUS (Deus e meu direito), escritas em dourado. A águia deve possuir acima das suas cabeças, uma coroa de ouro.
águia de lagash
O Supremo Conselho do Brasil do Grau 33 para o R:.E:.A:.A:.
 adota a águia bicéfala como elemento central do seu emblema.
    A águia tem o significado histórico ligado ao poder imperial.  Os exemplos mais evidentes são: a águia adotada como emblema pelo imperador Carlos Magno, na Idade Média, e a águia adotada como símbolo dos exércitos do antigo Império Romano (L'Aquila Romana).
águia romana
Os exércitos romanos desfilavam nas cidades conquistadas
portando à frente a águia, como símbolo das suas legiões.
   As duas cabeças, olhando simultaneamente para o lado direito e para o lado esquerdo, têm como significado o alcance do poder imperial, que se estende do Oriente ao Ocidente.
   A coroa dourada é uma referência a Frederico II, rei da Prússia, monarca europeu que, conforme a tradição maçônica, foi o signatário simbólico da Grande Constituição Escocesa de 1786, considerado por alguns estudiosos como o primeiro Soberano Grande Comendador do Rito Escocês Antigo e Aceito.
   A espada é um reconhecido símbolo da força de governar, ou seja, da força consolidada pelo poder da espada (poder militar).
   As asas abertas simbolizam, entre outros aspectos, o antigo papel da águia como dominadora das alturas e de mitológica mensageira dos deuses.
aguia lagash

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Personagens do Grau 32 (Beseleel e Ooliab)

   Beseleel e Ooliab são personagens do Grau 32, apresentados no pentágono do Painel do Grande Acampamento.
  Beseleel é descrito como comandante do acampamento azul, referente à letra T, que reúne os maçons do Grau 26 (Príncipe da Mercê, ou Escocês Trinitário), Grau 27 (Grande Comendador do Templo) e Grau 28 (Cavaleiro do Sol, ou Príncipe Adepto). No estandarte desse acampamento há um leão deitado sobre um campo de ouro, com um colar dourado com o número 525. O emblema desse acampamento é: Ad majorem Dei gloriam (Para a maior glória de Deus).
  Ooliab é descrito como o comandante do acampamento prateado, referente à letra E, que reúne os maçons do Grau 23 (Chefe do Tabernáculo), Grau 24 (Príncipe do Tabernáculo) e Grau 25 (Cavaleiro da Serpente de Bronze). No estandarte desse acampamento há um coração vermelho, com asas azuis e sobre ele uma coroa de louros. O emblema desse acampamento é: Ardens gloria surgit (Ascende, levado pela glória).
As posições dos acampamentos de Beseleel e Ooliab.
   Beseleel (Besaliel, ou Bezaleel) é um personagem bíblico, citado no Livro do Êxodo, filho de Uri, filho de Hur, da tribo de Judá. Foi um dos artesãos que trabalhou na construção do Tabernáculo Hebreu e era responsável por lavrar os objetos do templo em: ouro, prata, bronze e pedras.
Objetos do Tabernáculo Hebreu.
   Beseleel, cujo nome significa "debaixo da sombra de Deus" foi o artífice responsável pela construção da Arca da Aliança, a qual, mais tarde, guardaria as tábuas com os Dez Mandamentos.
arca da aliança
Beseleel esculpiu a Arca da Aliança em ouro.
   Em seu trabalho na construção no Tabernáculo Hebreu, Beseleel contou com o auxílio de Ooliab (Aholiab), um habilidoso artesão da tribo de Dã. 
Conforme a Bíblia, grande parte dos utensílios do
Tabernáculo foram doados pelos próprios hebreus.
  Beseleel e Ooliab também são citados no Grau 22 (Cavaleiro do Real Machado), visto que este Grau faz referência ao cedro do Líbano utilizado na construção da Arca da Aliança.
O cedro do Líbano teria sido usado na construção da Arca de Noé,
do Tabernáculo Hebreu e do Templo do rei Salomão.

domingo, 24 de novembro de 2013

O Rito de Perfeição e a origem do Rito Escocês Antigo e Aceito

   O Grau 31 (Grande Inspetor Inquisidor Comendador) foi um dos graus introduzidos no Rito de Perfeição, ou Rito de Heredom, em 1786, por ocasião da criação do Rito Escocês Antigo e Aceito.
   O Rito de Perfeição, criado em 1758, e ratificado em 1762, possuía vinte e cinco graus. Em 1786, foram introduzidos oito novos graus. Deste modo, foi criado o atual Rito Escocês Antigo e Aceito.
    O oito graus acrescentados para a criação do Rito Escocês Antigo e Aceito foram:
- Grau 23 - Chefe do Tabernáculo,
- Grau 24 - Príncipe do Tabernáculo,
- Grau 25 - Cavaleiro da Serpente de Bronze,
- Grau 26 - Príncipe da Mercê, ou Escocês Trinitário,
- Grau 27 - Grande Comendador do Templo,
- Grau 29 - Grande Cavaleiro Escocês de Santo André, ou Patriarca das Cruzadas,
- Grau 31 - Grande Inspetor Inquisidor Comendador,
- Grau 33 - Grande Inspetor Geral.

  É de se ressaltar que os nomes dos graus acrescentados fazem alusão à História Hebraica e à História do Cristianismo na Palestina, podendo significar a influencia religiosa na formação desses graus no Rito Escocês Antigo e Aceito. Sendo assim, os nomes de quatro graus merecem ser destacados:
Chefe do Tabernáculo (Grau 23) e Príncipe do Tabernáculo (Grau 24), ambos como referências ao antigo Tabernáculo Hebreu.
Grande Comendador do Templo (Grau 27), como referência ao Templo do Rei Salomão.
Patriarca da Cruzadas (Grau 29), como referência às guerras ocorridas na Idade Média, com o objetivo de retomar para a Cristandade o domínio da Terra Santa.
O Tabernáculo era a tenda que serviu de sede para o culto do povo hebreu,
 no período em que vagou pelo deserto à procura da Terra Prometida (Canaã).

   O Templo de Salomão, citado no título do Grau 27 (Grande Comendador do Templo), foi a edificação construída pelo povo hebreu em Jerusalém, após sua fixação naquela região. Segundo a Bíblia, as características do Templo foram determinadas diretamente por Deus a Moisés (ver Livro de Reis).
     Para uma sumária visualização do Templo de Salomão, clique no link abaixo:

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Assuntos do Grau 32 (O Grande Acampamento) - Segundo Painel do Grau 32 - Parte 1

     O segundo painel do Grau 32 tem o formato externo de um polígono de nove lados (eneágono).

Representação geométrica
 do Grande Acampamento
    No centro do eneágono há uma cruz de Santo André, a qual está inscrita num círculo. Esse círculo está inscrito em um triângulo (Delta). 
  Essas quatro partes estão inscritas em um pentágono, o qual está inscrito em um heptágono. Todo o conjunto está inscrito dentro do eneágono inicial. Essa é descrição básica do Painel do Grande Acampamento.

Para entender o que é o Grande Acampamento, acesse: 

   Em cada face do eneágono há uma tenda com sua bandeira, sendo que as bandeiras localizam-se nos ângulos do eneágono.Na parte interna do eneágono há um letra em cada ângulo. 
O eneágono, com suas tendas, bandeiras e letras.


    Cada tenda representa um acampamento de maçons, que vão do Grau 1 (Aprendiz Maçom) ao Grau 18 (Cavaleiro Rosacruz).

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Grande Constituição Escocesa de 1786 (Artigos I a IV)

    As Grandes Constituições Escocesas de 1762 e 1786 consolidaram as características atuais do Rito Escocês Antigo e Aceito e definiram os Supremos Conselhos como os responsáveis pela administração do Grau 4 (Mestre Secreto) ao Grau 33 (Grande Inspetor Geral) em todo o mundo.
O Grau 33 foi criado na
Grande Constituição de 1786.
      A promulgação da Grande Constituição de 1786 alterou o sistema de vinte cinco graus (Rito de Perfeição, ou Rito de Heredom) que havia sido criado pelo Conselho dos Imperadores do Oriente e do Ocidente, em 1758, e ratificado em 1762.
    A alteração estabelecida pela Grande Constituição de 1786, entre outras complementações à Grande Constituição de 1762, introduziu oito novos graus no sistema anterior, que passou a ter os atuais trinta e três graus.
   De acordo com os registros oficiais, a Grande Constituição de 1786 foi elaborada em Berlim e assinada pelo Soberano Grande Comendador Sua Majestade Frederico II, rei da Prússia, em primeiro de maio de 1786.
A participação de Frederico II conferiu legitimidade e notoriedade
 à Grande Constituição Escocesa de 1786.
    Seu Artigo I estabelece que a constituição que vigia desde 1762 permaneceria em vigor, excetuando os artigos que conflitassem com a de 1786, ou seja, caracterizava seu papel complementar à anterior.
    O Artigo II denomina o Grau 33 de Grande Inspetor Geral (ou Supremo Conselho do Grau 33) e orienta como será inicialmente outorgado esse Grau.
   No Artigo III é definida a regra de como será a formada inicialmente a cúpula de um Supremo Conselho (Santo Império) em qualquer país.
   O Artigo IV trata do pagamento que deverá ser feito a cada Supremo Conselho pelo maçom que for elevado ao Grau 33, à época vinte e quatro libras tornesas (libras francesas).
A águia bicéfala  coroada é a figura central do estandarte da Ordem
 estabelecido pela Grande Constituição Escocesa de 1786.

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Personagens do Grau 31 (O corvo)

    O corvo é um dos importantes personagens do Grau 31 (Grande Inspetor Inquisidor Comendador) e o seu quadro ocupa lugar de destaque na Câmara Filosófica desse Grau.
   Nos estudos do Grau 31, a simbologia do corvo está associada à prudência, à memória e à inteligência
    Estudo sobre o corvo também são realizados no Grau 28 (Príncipe Adepto, ou Cavaleiro do Sol).
    O imaginário popular sobre o corvo sempre esteve relacionado aos seus hábitos noturnos e à sua necrofagia (ato de alimentar-se de cadáveres). 
  Por conta dessa característica de alimentar-se de animais ou pessoas mortas, a simples presença de um corvo anunciava que a morte (ou os mortos) estavam por perto.

   Conforme narram contistas medievais como Sophie e Béatrix Leroy d’Harbonville, nos locais de combate medievais na Europa, os corvos eram vistos à noite, após as batalhas, alimentando-se dos cadáveres dos guerreiros.
O corvo comumente é um animal notívago.
   Conforme relatou o escritor grego Pausânias, uma antiga lenda conta que o corvo era, inicialmente, uma bela ave branca, consagrada ao deus Apolo, devido à sua inteligência. Apolo incumbiu o corvo de vigiar sua amada, a princesa Coronis. A princesa, já grávida de Apolo, apaixonou-se e passou a se envolver com um mortal. Essa nova paixão foi de imediato contada pelo corvo ao deus Apolo que, irado, castigou a ave, tornando-a negra e retirando-lhe a beleza.
Odin, o deus-corvo.
  Nas mitologias germânica e escandinava, o deus Odin (principal deus daquelas religiões) possuía dois corvos, que ficam pousados sobre seus ombros: Huginn (significando pensamento) e Muninn (significando mente, ou memória), que voavam pelo mundo, trazendo informações sobre os povos da Terra ao seu soberano. 
     Odin também era conhecido como o deus-corvo.

   Na mitologia cristã, a principal referência ao corvo é encontrada na história da Arca de Noé (Gênesis capítulo 8 versículo 7). Quando as águas do Dilúvio começaram a baixar, o patriarca soltou um corvo com a intenção do mesmo localizar terra firme. Posteriormente, Noé também usou uma pomba com a mesma intenção.
      Entre os antigos árabes, o corvo era conhecido como ave de mal agouro, noturna e relacionada à morte, sendo por isso chamada de “Abul Zajir”, o pai dos agouros.
     Contudo, a referência mitológica mais antiga sobre o corvo remonta ao período da Antiga Suméria, aproximadamente no ano de 2.600 antes da Era Cristã. A lenda faz parte do conjunto de textos chamado A Epopéia de Gilgamesh. Nela, o personagem Utnapishtim constrói um barco de três andares para escapar de um dilúvio enviado pelos deuses, que durou sete dias e sete noites.  Quando a chuva passou, Utnapishtim soltou uma pomba e um corvo para localizar terra firme. Apenas a pomba regressou ao barco, e trazia um ramo de oliveira no bico.
  Atualmente, são realizadas diversas pesquisas relacionadas à inteligência dos corvos. Nelas destacam-se especialmente as aves do tipo Corvus moneduloidesPara assistir algumas evidências associadas à capacidade dos corvos, clique num dos três links abaixo:
Link 2 => CORVO X GATO 

    O corvo possui um significado tão especial para o Grau 31, que ocupa uma posição de destaque no painel do Grau.
Painel do Grau 31

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Homenagem ao maçom BENITO COHEN.

    Na noite de 18 de novembro de 2013, foi realizada na Câmara Filosófica do Consistório Nº 1, a Sessão de Instrução do Grau 31 (Grande Inspetor Inquisidor Comendador) do Rito Escocês Antigo e Aceito.
Painel do Grau 31.
   A palestra, que faz parte da programação anual de instruções do Consistório Nº 1, foi ministrada pelo Comandante-em-Chefe daquele Alto Corpo, Irmão MILTON ANTÔNIO GRAÇA DO SACRAMENTO, e analisou aspectos relacionados às origens históricas do Grau, às suas referências mitológicas, à ritualística e à simbologia daquele Grau.

   No decorrer da sessão, que contou com a presença do Membro Efetivo do nosso Supremo Conselho,  GILSON DA SILVA MONTEIRO, foi feita uma homenagem pelo Comandante-em-Chefe ao Grande Tesoureiro daquela Oficina, Irmão BENITO COHEN, com o seguinte teor:
    "Meus Irmãos, há aproximadamente cinco anos assumi a presidência deste Consistório, sucedendo o Irmão CID NEY FILARDI RAMOS, que atualmente ocupa o cargo de Lugar Tenente Comendador do nosso Supremo Conselho.
    Apesar de, à época, já pertencer à Administração deste Alto Corpo há mais ou menos 10 anos, confesso que tive todas as inseguranças próprias de um novato à frente de um grande desafio.
    As primeiras semanas me foram confusas, pois queria me inteirar de todos os assuntos. Foi aí que passei a ter contato com um dos maçons mais produtivos que eu pude conhecer nesses 28 anos de iniciado maçom.
   Refiro-me ao nosso Irmão BENITO COHEN, Grau 33, Membro Efetivo do Consistório Nº 1 e detentor da Medalha Mérito Montezuma, a mais alta condecoração maçônica concedida por este Supremo Conselho.
Irmão BENITO COHEN, por ocasião da entrega da Medalha Mérito Montezuma.
    Este Irmão tem mais de 50 anos ininterruptos dedicados à nossa Ordem, foi por três vezes Venerável Mestre da Loja Marquês do Herval e é detentor da Comenda Pedro I.
    Contudo, considero que suas maiores referências não são as medalhas ou condecorações que conquistou, mas a sua forma organizada, produtiva e cordial de tratar os assuntos maçônicos.
   Se o Consistório Nº 1 é atualmente um Alto Corpo exemplar, grande parte dessa obra deve-se à abnegação deste Irmão, que tem 100% de presenças nas sessões ritualísticas e administrativas e que no dia-a-dia orienta este Comandante-em-Chefe nas melhores soluções e mesmo assim, mantem uma atitude de profunda humildade.
    Por conta disso e por dever de Justiça, deixo aqui meu sincero agradecimento a este alicerce da Maçonaria Brasileira e do Rito Escocês Antigo e Aceito em particular.
    Saiba, Irmão BENITO COHEN que muito me orgulho em ser teu aluno.
    Que o Grande Arquiteto do Universo assista e proteja a você e a todos os membros da tua família, em cada dia da tua profícua existência."
OBRIGADO, IRMÃO BENITO!

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

O Grau 31 e a Jerusalém Celeste

    No Rito Escocês Antigo e Aceito, o tema da Justiça Divina é tratado tanto no Grau 31 (Grande Inspetor Inquisidor Comendador), através da simbologia do Tribunal de Osíris, como no Grau 19 (Grande Pontífice, ou Sublime Escocês), pela alegoria da Jerusalém  Celeste. Passemos ao estudo dessa Santa Cidade.  
    De acordo com a Bíblia, João foi o apóstolo escolhido por Deus para a revelação do fim dos tempos. No exílio, ele recebeu a presença de um anjo que lhe proporcionou a visão que ele narrou no Livro do Apocalipse. Nessa visão foi-lhe apresentada a Jerusalém Celeste, ou Nova Jerusalém, a qual é estudada nos Graus Filosóficos.
João, o Evangelista, recebeu a revelação
 e a escreveu na ilha grega de Patmos.
    Conforme a Escatologia Cristã, a vinda da Nova Jerusalém será a confirmação do que previram os profetas e as Sagradas Escrituras, e será consagração final da Glória de Deus.
     O Apocalipse (do grego revelação) foi escrito por volta do ano 100 da Era Cristã, sob a forma de carta dirigida às comunidades cristãs da Ásia Menor. O livro possui literatura enigmática e simbólica, sendo, por isso, de difícil compreensão. Contudo, na Doutrina Cristã, diversos símbolos por ele relatados,  têm seus significados definidos:
- o cordeiro simboliza Cristo e o seu sacrifício purificador dos pecados da humanidade;
a mulher simboliza a Igreja Cristã;
as feras (Capítulo 13) simbolizam o Império Romano, seu paganismo e idolatria associados ao culto imperial;
a fera (Capítulo 17), simboliza Nero e suas atrocidades;
o dragão simboliza as forças hostis ao reino de Deus;
a Babilônia simboliza a Roma pagã.
  Semelhante à Maçonaria, a linguagem do Apocalipse é velada por símbolos, os quais se referem a um período de tempo que começa com a ascensão de Jesus, indo até a Sua volta no fim dos tempos.
   O Apocalipse assim descreve a Nova Jerusalém:
- a largura, o comprimento e a altura serão de 12.000 estádios, ou seja, ocupará uma área de 4.928.400 km2 (mais da metade do território brasileiro);
- o muro que a cerca a terá 144 côvados (74,88 metros) de altura;
- as portas estarão voltadas para as quatro direções e terão os nomes das doze tribos de Israel
- os alicerces terão os nomes dos doze apóstolos.
- será feita de ouro e pedras preciosas (símbolos da pureza e da luz) e descerá dos céus envolvida numa nuvem.
Conforme a Bíblia, a Cidade terá as mesmas dimensões
na altura, na largura e no comprimento.
   Para a Doutrina Cristã, a vinda da Nova Jerusalém ocorrerá após o Juízo Final (Julgamento feito por Deus) e será a definitiva morada dos salvos.
  O Apocalipse não faz referência à Hidra de Três Cabeças citada nos estudos do Grau 19, a qual é esmagada pela descida da Jerusalém Celeste. Esse é um acréscimo maçônico, simbolizando a morte das três últimas pragas morais que ainda permanecerão vivas nessa época: a Intolerância, o Fanatismo e a Superstição.
A hidra de três cabeças será esmagada sob a Jerusalém Celestial.

domingo, 17 de novembro de 2013

Personagens do Grau 32 (Buda - Documentário)

   O personagem Buda (Buddha Sakyamuni), estudado no Grau 32, é o mesmo que se tornou o fundador do Budismo, ou seja aquele conhecido como Gautama Siddhârta, o qual teria vivido por volta de 566 antes de Cristo a  486 antes de Cristo
    A explicação sobre o personagem é necessária, visto que o nome Buda é um título dado pela doutrina budista a uma classe de seres iluminados. O Budismo reconhece que existiram pouco mais de vinte iluminados que alcançaram o verdadeiro "despertar".
   Este estudo é especificamente sobre o príncipe indiano, filho do rei Suddhoda e da rainha Maya, nascido em Kapilavastu, no Nepal e fundador do Budismo.
   A fim de conhecer esse personagem, clique no link abaixo, escrito: A VIDA DE BUDA.  Trata-se de um documentário produzido pela BBC, que descreve a vida desse importante filósofo:
Link ==> A VIDA DE BUDA (Parte 1 - Parte 2)

   À luz da filosofia maçônica, os ensinamentos de Buda reforçam a valorização do aperfeiçoamento interior do Homem, bem como ratificam a questão da conquista da Liberdade, neste caso conquistada a partir da máxima: "vencer minhas paixões e submeter minhas vontades", próprias do pensamento budista.

sábado, 16 de novembro de 2013

Assuntos do Grau 31 (A Era de Carlos Magno) - Em áudio

    Para entender o contexto europeu em que surgiu o Tribunal da Santa Veheme (ou Vehme, Feme), é necessário entender a era em que governou o rei dos francos Carlos Magno (ou Carlos, o Grande), considerado nos estudos do Grau 31 como criador desse Tribunal.
   Clique no quadro abaixo e ouça o estudo sobre esse interessante período da História Medieval.

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Indicação de literatura maçônica (Lendas Maçônicas)

   A indicação de literatura maçônica é o livro Lendas Maçônicas, de autoria do pesquisador e escritor maçom RIZZARDO DA CAMINO.

    A obra apresenta sete das principais lendas que compõem o conjunto dos ensinamentos gerais da Maçonaria, bem como da sua mitologia.
  A apresentação das lendas obedece uma ordem cronológica e são eixos importantes das tradições do Rito Escocês Antigo e Aceito.
     No livro são apresentadas as seguintes lendas:
- a lenda do patriarca Enoch (ou Enoque, Enoc, Hanokh), "aquele que andou com Deus";
- a lenda do deus egípcio Osíris, um dos maiores personagens do panteão do Antigo Egito;
-  a lenda do guardião da Arca da Aliança, ligada ao Grau  13 (Cavaleiro do Real Arco);
- a lenda da Escada de Jacó, que se refere à escada mencionada no livro do Gênesis Capítulo 28, versículos 11 a 19;
No sonho, Jacó viu anjos que subiam e desciam
uma escada que ia da Terra ao Céu.
-  a lenda de Hiram Abbiff (ou Abif, Abiff), a qual é apresentada no Grau 3 (Mestre Maçom) do nosso Rito e repercute em diversos graus posteriores;
- a(s) lenda(s) de São João, na(s) qual(is) são observados diversos personagens relacionados à Maçonaria e que são conhecidos como São João: o Batista, o Evangelista, da Cruz, o Crisóstomo etc.;
- a lenda da Jerusalém Celeste, apresentada no livro do Apocalipse e estudada nos Conselhos de Kadosch.
Segundo o Apocalipse, a Jerusalém Celeste será
a morada definitiva do justos, após o Julgamento Final. 
  O estudo detalhado dessas lendas complementa e aprofunda os ensinamentos doutrinários e litúrgicos obtidos em cada Grau. Neste sentido, podemos destacar as lendas do Mestre Hiram Abbiff e de Osíris, deus da Eternidade para os egípcios, as quais englobam diversos graus do Rito Escocês Antigo e Aceito.

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Assuntos do Grau 32 (Primeiro Painel do Grau 32)

   O Grau 32 (Sublime Príncipe do Real Segredo) do Rito Escocês Antigo e Aceito possui dois painéis que o representam.
   No primeiro painel, há um escudo alçado por um manto real vermelho, o qual é forrado, em sua parte negra interna, com crânios, tíbias cruzadas e lágrimas, todos prateados. Sobre a sua extremidade superior está a águia bicéfala prateada, que tem acima de si uma coroa dourada. A águia bicéfala tem segura na garra direita uma espada, e na esquerda um coração flamejante.
O painel preserva os símbolos do poder monárquico e das antigas ordens militares.

   O escudo é branco e sua orla é vermelha. No centro do escudo há uma cruz teutônica vermelha, coberta parcialmente por uma águia bicéfala prateada, a qual tem nas garra a espada de lâmina prateada e empunhadura de ouro.

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Obras de arte na Câmara do Consistório Nº 1 - Parte 3 (O Acampamento)

    No interior da Câmara do Consistório Nº 1 está fixado o quadro com o título O ACAMPAMENTO. Trata-se  de uma pintura de óleo sobre tela de autoria do artista maçom FERNANDO GOMES.
   A obra faz uma alusão aos antigos acampamentos do povo hebreu no deserto. Esses acampamentos eram formados pelas tribos de Israel em torno do Tabernáculo (tenda central), o qual tinha como função de servir de santuário itinerante.
Quadro O ACAMPAMENTO, de autoria de FERNANDO GOMES.
    Essa tenda central servia de local principal para os cultos do povo hebreu ao Deus Único. 
  Com o passar do tempo, o povo hebreu se estabeleceu definitivamente na Palestina e construiu o seu primeiro templo fixo, o Templo do Rei Salomão.
     O Livro da Lei (Bíblia Sagrada), no Antigo Testamento, no Capítulo 2 do Livro de Números descreve a ordem em que as tendas das tribos de Israel deveriam ser distribuídas.
      Esquematicamente, a distribuição das tribos indicada na Bíblia é a seguinte:
tribos de Israel Tabernáculo
   Em complementação ao esquema acima, o Livro de Números, no Capítulo 2 Versículo 2 descreve: "Os filhos de Israel armarão as suas tendas, cada um debaixo da sua bandeira, segundo as insígnias da casa de seus pais; ao redor, defronte da tenda da congregação, armarão as suas tendas."